Paralelo ao livro O animal social do psicólogo cognitivo social Elliot Aronson estou lendo O código da obesidade do Jason Fung. Há ainda Beauvoir (em A força das coisas), mas esta eu harmonizo com o humor da vez, que degusta cada linha com meu eu lírico atento...
O legal de acompanhar leituras tão distintas umas das outras é que dentro de mim elas se encostam em dado momento.
Fung explana sobre a insulina, discorre sobre a falácia acerca do culto às calorias, provoca a reflexão sobre modelos de dietas e rompe tabus com um referencial robusto.
Aronson fala muito da persuasão, de como somos influenciados mesmo confiantes de que não somos, sem dizer da aula que ele dá sobre autojustificação e dissonância cognitiva. Por favor, pessoas, leiam sobre dissonância.
Então, junto uma com a outra numa miscelânea de insights – que devem se expandir, pois sigo lendo – caindo em mim que de fato a ignorância NÃO é uma bênção.
Tais leituras têm me ensinado que realmente sou persuadida seja pelos veículos de comunicação em massa, através das 'big food', pensando no contexto atual pelos influencers e que não estou imune a isto ou a estes.
Porém como todo bom livro me ensina também que o conhecimento liberta, e isto não me deixará ilesa de ser persuadida – sou humana – irá todavia levar-me a observar-me mais, a questionar minhas escolhas e quando sucumbir a tentação: não me levar tão a sério.
Porque no fundo – e na superfície igual – temos por meio do conhecimento a chance de nos transformarmos numa versão melhor da gente mesma (sem nos compararmos com os outros) ancoradas pela nossa comunidade afetiva e se necessário com assistência profissional.
Aqui cabe um salve a minha endócrinologista e à minha psicóloga. Gratidão, meninas. Neste aqui e agora caminho um passo de cada vez com vocês duas.